A crise dos F-35: Lockheed entregará menos caças aos EUA em 2022

Alexander H Groves

O revolucionário caça F-35 oferece uma vantagem incomparável aos pilotos, países e alianças globais. Um diferenciador decisivo na guerra moderna é, sem dúvida, o nó mais avançado na visão operacional da Guerra do Século 21 em rede de comunicação e furtividade.

O F-35 Joint Strike Fighter é a pedra angular da força aérea americana e de qualquer nação que o possui, projeção de superioridade aérea, essencial ao combate futuro e domínio de espectro total.

O F-35 e suas capacidades de 5ª geração são parte do projeto da força de caças que supera os principais concorrentes.

A expectativa de esquadrão de caça F-35 da USAF era aumentar seu quadro a partir do ano que vem, 2022, com a meta contratual inicial de 158 a 163 dos caças avançados, de acordo com o escritório do programa F-35 do Pentágono.

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Alexander H Groves

Porém, como tudo é ciclo de acertos, erros e controversas políticas, a Lockheed Martin anunciou nessa segunda-feira, 27 de setembro, que entregará menos caças F-35 no próximo ano do que o planejado anteriormente, de acordo com um cronograma revisado para o impacto da crise global de saúde decorrente do microrganismo vermelho em sua força de trabalho e produção.

Agora, a Lockheed disse em um comunicado à imprensa na segunda-feira, que projeta 151 a 153 caças para o próximo ano, seguidos por 156 em 2023 e anualmente no FUTURO PREVISÍVEL.

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Alexander H Groves

A Lockheed esclareceu que a revisão da produção do F-35 para os lotes 12 a 14 garante previsibilidade e estabilidade no processo de produção enquanto recupera o déficit de aeronaves percebido no ano passado com a crise global.

A maior empreiteira de defesa dos EUA deve entregar 133 a 139 aeronaves este ano.

O Departamento de Defesa deverá decidir no mês que vem um novo cronograma para um marco importante no programa de aquisição de US$ 398 bilhões, o mais caro do Pentágono: quando deverá passar por um exercício de estimulação de um mês para testar o F-35 em voo mais avançado de defesa e ofensiva contra adversários. É uma etapa necessária para tomar uma decisão sobre a produção plena.

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Em 2020, os Estados Unidos empregaram seu mais caças stealths F-35 sobre suas bases de Operações Especiais na Síria, o problema não foi elevar seus dispositivos novos em pleno voo e testá-los nas regiões de Al Hasakah e Deir Ezzor, as aeronaves voaram muito próximas das forças russas que estavam a apenas alguns quilômetros de distância.

Os EUA têm um pequeno porta-aviões que hospeda jatos de combate stealth F-35B no Oriente Médio, enquanto a Rússia ameaça as forças dos EUA na Síria – e se o conflito estourar, os EUA não terão escolha a não ser enviar os caças avançados.

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O analista de aviação do Teal Group, Richard Aboulafia, salienta que a programação revisada da Lockheed mostra as restrições de produção e interrupções na cadeia de suprimentos resultantes da crise global piorada com as restrições do novo governo de Biden, e provavelmente outras causas.

Estagnar em 156 aeronaves F-35 por ano após 2022 não é terrível, mas não é o 170 que a USAF esperava nos próximos anos.

O Escritório de contabilidade do governo elaborou um relatório em julho sobre o suporte e manutenção do F-35 que, a partir de abril, o programa planejava a entrega de 158 aeronaves em 2021.

No entanto, quase todas as aeronaves entregues até agora em 2021 atrasaram e a Lockheed Martin não está projetada para entregar todas as 158 aeronaves.

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Ainda assim, o programa F-35 espera produzir um grande número de aeronaves em 2022. A maioria das aeronaves que os empreiteiros entregaram em um ano foi de 134, o que foi realizado em 2019, antes que muitos dos desafios da cadeia de abastecimento estivessem presentes.

O programa já previa 167 entregas em 2022, “o que é mais do que os empreiteiros já entregaram e 47 aeronaves a mais, e 39% a mais, do que entregues em 2020”, segundo o Escritório de Contabilidade Americano.

Os níveis de entrega projetados para 2023 e após podem refletir as decisões sobre as compras do Departamento de Defesa pelos F-35 na solicitação de orçamento do Ano Fiscal de 2023 a 2027.

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O F-35 faz parte de três forças militares dos EUA, Força Aérea, Marinha e Fuzileiros Navais. O programa F-35 cria um poderoso impacto econômico e produz uma aeronave revolucionária que mantém os pilotos de caça seguros.

O objetivo dos EUA ainda é investir no melhor caça ar-ar, aumentando a linha de produção para reduzir os custos unitários e continuar a lidar com as ameaças atuais e emergentes do mundo.

Com informações complementares F35, Sofrep, Business Insider, Bloomberg, Lockheed Martin, Felipe Moretti



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