Égua da Cavalaria da Brigada Militar morre em policiamento de jogo em Porto Alegre

Policial chora a perda do animal (Foto: Max Peixoto)

Uma égua do 4º Regimento de Polícia Montada (RPMon) da Brigada Militar de Porto Alegre morreu durante serviço, instantes antes do início do policiamento da partida entre o Internacional e o Tolima, na noite desta quarta-feira (26), pela Libertadores, no Estádio Beira Rio.

A corporação prestou homenagem ao animal. Veja abaixo.

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Tombou a Justiceira, égua valente do 4º Regimento de Polícia Montada. Cumpriu de forma exemplar com seu dever, e tombou em serviço, próximo ao estádio Beira Rio, na noite de hoje. Seu parceiro de longa data, o sargento Negreiros, com quem trabalhou por mais de quatro anos, aposentou-se há apenas uma semana… grandes chances de um caso de “síndrome do coração partido”… vai em paz, Justiceira, e recebe a continência de cada brigadiano, seja ele da cavalaria ou não. Na foto de hoje, de Max Peixoto @maxpeixoto91 , o soldado Alves pranteia a morte da égua… nas demais, a homenagem do seu antigo dupla, que também lamentou a perda da veterana, após 18 anos de excelentes serviços prestados. “Quando morre um cavalo Até o céu fica nublado Uma cruz marca a coxilha E o dono sofre calado” (Chiquito e Bordoneio) #4ºRPMon #Cavalaria #BMRS @ssp_rs

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Batizada de Justiceira, a égua tinha 19 anos, e a causa da morte é investigada, conforme o comandante do 4ª RPMon, Major Luiz Felipe Medeiros dos Santos.

A imagem, captada pelo fotógrafo Max Peixoto, viralizou nas redes sociais não só pela morte do cavalo policial, mas também pelo choro e lamento do soldado da BM que perdia, ali, um companheiro fiel de trabalho.

O comando da BM lamentou a perda do animal que esteve presente em centenas de eventos com a corporação.

Justiceira integrava a cavalaria da Brigada Militar e não apresentou nenhum sintoma, diz comandante — Foto: Lauro Alves/Agência RBS

“Ela se alimentou normalmente, embarcou no caminhão normalmente, sem apresentar nenhum desconforto visível. Ela desceu do caminhão, andou alguns metros e caiu ao solo”, descreve o Major Medeiros. O quartel conta com assistência de veterinários e os animais têm a saúde monitorada diariamente.

Os animais da cavalaria da Brigada trabalham em média por 20 anos, explica o major. Justiceira nasceu na fazenda da Brigada, em Santa Maria, e estava em serviço há cerca de 14 anos.

A égua foi levada de volta ao quartel. Até a noite de quarta, o corpo era avaliado pelo veterinário, para tentar descobrir a causa da morte.

A morte do animal causou comoção entre os soldados. Até cerca de um mês atrás, ela trabalhava com um integrante da Brigada que se aposentou. Desde então, ia às ruas com o tenente Elton Luiz Guimarães Fanfa. “A gente fica entristecido por causa da perda do animal que nos protege e nos conduz”, disse ele, ao G1.

Para o comandante do batalhão, a relação entre os cavalos e os brigadianos é comparável ao relacionamento com bichos de estimação.

“Porque é o companheiro de todas as horas do serviço. Normalmente, o policial e o animal já passaram por situações boas e ruins. O afeto do animal com o policial e do policial com o animal é muito grande. A gente ainda brinca que o cavalo é como se fosse um cachorro de 500 quilos”, afirma o Major Medeiros.

A morte de animais durante serviço não é corriqueira, conforme o comandante. “Trabalho na cavalaria há anos, e vi só duas situações. Uma há muitos anos no Parque Farroupilha, um animal foi vítima de descarga elétrica. E a segunda foi agora”, diz. O RPMon conta com 107 animais, segundo o comandante.

Após a avaliação do veterinário, Justiceira será enterrada pela Brigada Militar.

  • Com informações da Brigada Militar do Rio Grande do Sul via redação Orbis Defense.


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