Emirados expulsam Forças Militares Italianas de Base do Oriente-Médio

A Base Aérea de Al Minhad dos Emirados Árabes Unidos é uma instalação militar moderna e multinacional localizada a apenas 24 km ao sul de Dubai, e apesar de ser a sede da lendária Força-Tarefa Conjunta 633 subordinada à Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, serve como base de grandes esquadrões aéreos estrangeiros, como italianos.

Apesar do pouco conhecimento devido às medidas de restrições de informações e aos discretos holofotes dos Emirados para com sua base multinacional, sabe-se que desde 2002 a região foi utilizada como trampolim das forças italianas para operarem em áreas de combate no Afeganistão, Kuwait e Iraque, mantendo operações logísticas de dentro da nação para as fronteiras adjacentes tanto do Golfo Pérsico quanto de todo Oriente-médio rumo ao ocidente.

blank

Essa aliança militar com os italianos desperta preocupação aos emires para possíveis confrontos desde terrorismos invocados por grupos radicais até ataques orquestrados de nações adversárias, um dos motivos da imposição de acordos diplomáticos por parte dos Emirados com a Itália, a fim de negar seu envolvimento em qualquer operação, ou pelo menos omitir.

Entretanto, essa relação Itália-Emirados pode estar numa frigideira muito, mas muito quente, ocasionada por muitos fatores diplomáticos e bélicos que opõe as duas lideranças.

blank

As duas nações fazem parte de uma coalizão atual que luta contra as forças Houthis apoiadas pelo Irã no Iêmen, em um conflito que deixou 80% da população necessitando de assistência. Em janeiro, a Itália adotou uma medida que contrariou diretamente os emires, proibir a venda de munições e mísseis aos Emirados Árabes Unidos e à Arábia Saudita devido aos temores da campanha militar dos Estados do Golfo no Iêmen.

blank

A proibição italiana foi implementada por um governo de coalizão liderado pelo ex-primeiro-ministro Giuseppe Conte que foi apoiado pelo Partido Democrata, de centro-esquerda, e pelo Partido Cinco Estrelas anti-estado, e os políticos italianos exclamaram que “o respeito pelos direitos humanos é uma obrigação para nós”.

blank
PM Mario Draghi

Após a saída de Conte em fevereiro deste ano, assumiu como Primeiro-ministro italiano Mario Draghi que fora pressionado por uma subsidiária italiana da gigante em armamentos, Rheinmetall Defense, da Alemanha, a recuar com a proibição de armas aos Estados do Golfo sob risco de demissão em massa de italianos.

Como resposta, os Emirados Árabes Unidos proibiu a entrada de um avião militar italiano em solo emires, em seguida surgiu um aviso da possível suspensão de novas atividades italianas pela estratégica base de Al Minhad.

Acrescentando nas divergências entre as partes, os Emirados emitiram descontentamento nas últimas semanas em relação à cooperação italiana com o Catar, que a Itália está fornecendo atualmente uma sofisticada frota de guerra completa, incluindo o treinamento de suas forças navais.

Por esses notáveis motivos inflamados, os Emirados Árabes Unidos decretaram o fim das atividades italianas em toda a nação e estão despejando aeronaves e funcionários italianos de sua base militar de Al Minhad, retaliação iminente contra o embargo de armas e relações próximas com o Catar.

blank

Segundo o parlamentar italiano Matteo Perego Di Cremnago, a nação italiana tem até o dia 2 de julho para deixar totalmente a base aérea, com a retirada já iniciada, e o que poucos expõem é que o atual governo italiano de Mario Draghi está trabalhando arduamente em acordos com os emires para resolver as divergências entre as partes e cancelar a expulsão, mas as chances de isso ocorrer são mínimas.

blank

Isso se deve ao costume de centenas de anos, quando os relacionamentos se rompem no Golfo, é muito difícil ressuscitá-los. As logísticas italianas de evacuação estão muito avançadas, inclusive a última aeronave italiana deixou a base na última quinta-feira, 24 de junho.

blank

Muitos analistas e autoridades italianas estão avessas ao tratamento que os Emirados deram neste caso, reclamam da falta de diplomacia, porém, quem negou os trâmites de armas por ego em manter uma suposta agenda utópica para forçar o fim das relações com os árabes foram os próprios italianos, para contornar isso, basta os cidadãos não votarem em políticos sacanas que quebram alianças e se alinham com o marxismo cultural.

Além da expulsão, a situação dos italianos piorou, agora o espaço aéreo foi suprimido e não receberá aeronaves militares de bandeira italiana.

blank

A base do Al Minhad em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que hospeda aeronaves de várias nações, tem sido crucial para a Itália desde que ocupou espaço definitivo somente em 2015 para montar voos sobre o Iraque e como escala a caminho de bases italianas nas regiões desde 2002.

A Itália também usou o Al Minhad como base para voos de apoio às operações multinacionais no Chifre da África e no Oceano Índico. Certamente a aproximação da nação europeia com o Catar poderá surtir novos acordos como a formalização de uma base aérea no país do Golfo, e assim manter a retirada de tropas italianas do Afeganistão e operações estratégicas por todo o continente.

Com informações complementares Prime Time Zone, Defense News, Felipe Moretti, via Redação Área Militar



blank

Be the first to comment on "Emirados expulsam Forças Militares Italianas de Base do Oriente-Médio"

Leave a comment

Your email address will not be published.


*