Entenda O Porquê Da Polônia Ter Os Sistemas Patriot E S-200

Os engenheiros soviéticos começaram a desenvolver o sistema de mísseis superfície-ar S-200 durante a década de 1950, principalmente para combater o bombardeiro supersônico B-58 dos EUA, o avião espião U2 e outras aeronaves de reconhecimento.

Desde sua implantação inicial em 1966, o S-200 recebeu várias atualizações para aumentar o alcance e a precisão do sistema, e pela notável experiência soviética em plataforma de defesa antiaérea, algumas nações passaram a comprar os equipamentos, entre elas a Polônia a partir de 1986, e ainda hoje está presente e ativo na nação.

Pela dinâmica tempestuosa da área militar no cenário internacional, faz jus o debate sobre a eficiência ou defasagem dos sistemas antiaéreos do país, que ainda é protegido pelos soviéticos S-200, e a imprensa polonesa decidiu discutir o sistema de defesa aérea do país a partir da importante mudança anunciada pelos governos americano e polonês.

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Note-se que, apesar das declarações ambiciosas do oficial de Varsóvia sobre os altos custos de atualização antiaérea do exército polonês, algumas armas ainda são modelos soviéticos, muitas vezes tendo esgotados seus recursos operacionais, e o Defense24 e outras mídias especializadas tentam demonstrar como os recursos devem ser alocados em termos de atualização do sistema de defesa aérea nacional.

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Com base neste entendimento do Exército Polonês em reaparelhar seus sistemas com o cenário internacional, Varsóvia encomendou os lendários sistemas americanos Patriot PAC-3, ao mesmo tempo o Exército dos EUA anunciou um contrato no valor de mais de US$ 1,5 bilhão para a produção de radares de defesa antimísseis Patriot a ser adquirido pela Polônia, acrescentando mais uma peça ao emergente sistema de defesa aérea do país.

Por outro lado, a Polônia parece que continuará a reparar e a manter os sistemas de mísseis antiaéreos de fabricação soviética em prontidão de combate, isso significa que, ao mesmo tempo em que os céus de Varsóvia continuam a ser cobertos pelos complexos S-200 soviéticos, os sistemas Patriot foram encomendados em março no valor total de US$ 4,75 bilhões, equivalente a pelo menos 2 baterias Patriot, que corresponde a 3 ou 4 dispositivos cada.

A PAC-3 Patriot, AP Photo/Shizuo Kambayashi

A Polônia está traçando planos para gastar ainda mais no reequipamento do sistema de defesa aérea do país, incluindo o componente de armas combinadas.

Segundo alguns anúncios do governo, os poloneses estão prontos para alocar mais de US$ 30 bilhões para esses propósitos para o período até 2035. Além dos complexos Patriot, Varsóvia pretende comprar sistemas Israeli Spyder.

O SPYDER é um sistema de defesa aérea móvel israelense com engajamento em 360º de curto e médio alcance desenvolvido pela Rafael Advanced Defense Systems com assistência da Israel Aerospace Industries, sendo capaz de interceptar alvos aéreos a uma distância de no máximo 35km.

Hoje, esses complexos são operados com destaque para Cingapura e Azerbaijão.

Para a empresa americana produtora do Patriot, a Raytheon, “o Patriot aumentará a segurança da Polônia, Europa e OTAN enquanto cria empregos no país e nos EUA”.

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A propósito, estipula-se que a Polônia também comprará os caças americanos F-35 de quinta geração, um reordenamento das forças armadas e iminente sinal de estreitamento de defesa com os americanos que, há dois anos, previam a instalação de uma base isolada no país, inclusive Trump havia dado sinal verde, uma afronta contra a Alemanha de Merkel na época.

E contra esse pano de fundo, como eles escrevem na Polônia, pode surgir a ilusão de que um sistema de defesa antiaérea completamente novo está sendo construído no país, “mas não é assim”.

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A brigada principal de proteção do espaço aérea sobre Varsóvia ainda está armada com os sistemas de defesa aérea S-200, que estão em serviço de combate há cerca de 40 anos, e parece não haver sinais de desapegos à medida que o sistema suporta as condições de ameaças regionais.

A Polônia, que está construindo suas defesas aéreas por causa das preocupações com uma Rússia mais agressiva, é parte dos planos gerais de defesa antimísseis dos Estados Unidos na Europa que integra o fortalecimento com sistemas marítimos e terrestres na Romênia e nas forças armadas polonesas para combater mísseis de alcance intermediário principalmente de origem russa.

Via Redação Área Militar



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