EUA reviveram o lendário F-117A contra os caças furtivos J-20 chineses

Já se passaram 13 anos desde que o F-117 Nighthawk se aposentou, uma aeronave tão secreta que o folclore de Nevada o rotulou de OVNI.

Os pilotos do Nighthawk eram conhecidos pelo indicativo de chamada de “Bandit”, cada um ganhando seu número com seu primeiro voo solo.

A tecnologia do F-117 foi desenvolvida na década de 1970 como capacidade de atacar alvos de alto valor sem ser detectado pelo radar inimigo, por meio de sua robustez de 5.000 libras de equipamentos internos, dois motores e podia viajar a até 1.100 km/H.

Trata-se do primeiro avião furtivo projetado e construído como uma plataforma de baixa observação, estável e, portanto, precisa.

A inclusão do míssil GBU-27 Paveway com o F-117, que tinha um designador a laser em seu nariz, tornou um casamento perfeito e mortal, atuando especificamente em sua melhor performance durante a Operação Tempestade no Deserto, quando os pilotos entraram furtivamente no Iraque e jogaram armas no poço do elevador de um edifício central de comunicações no Iraque, algo surreal.

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O primeiro Nighthawk voou em 18 de junho de 1981, e a unidade F-117A original, o 4450th Tactical Group (rebatizado de 37th Tactical Fighter Wing em outubro de 1989), alcançou capacidade operacional inicial em outubro de 1983.

O Nighthawk originalmente entrou em combate durante a Operação Justa Causa (Operation Just Cause) em 1989, quando dois F-117 do 37º TFW atacaram alvos militares no Panamá. A aeronave também esteve em ação durante a Operação Escudo do Deserto.

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Após longos 25 anos em serviço, o furtivo F-117 foi elevado à inatividade em 22 de abril de 2008, apesar disso e ciente do atual cenário bélico internacional nos mares do Pacífico, Mar do Sul da China e Índico, os EUA poderão reviver o lendário Nighthawk.

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Recentemente, o F-117 participou do exercício Red Flag 21-3 da Força Aérea dos Estados Unidos, para critério de atenção, esta já é a segunda utilização documentada de uma aeronave desativada no âmbito de manobras. Mas por quê?

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O 414º Esquadrão de Treinamento de Combate conduz exercícios Red Flag para fornecer às tripulações a experiência de múltiplas surtidas de combate aéreo intensivo na segurança de um ambiente de treinamento.

Há três iterações do Red Flag anualmente, uma apenas nos EUA, uma aberta a participantes FVEY (Five Eyes) e outra que recebe uma lista expandida de aliados e parceiros internacionais.

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Senior Airman Bailee Darbasie

O treinamento ocorre na Base da Força Aérea de Nellis (, em Nevada, no Nevada Test and Training Range, a principal área de treinamento militar da Força Aérea dos EUA com mais de 12.000 milhas quadradas de espaço aéreo e 2,9 milhões de acres de terra.

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Com isso, mais e mais recentemente, alguns dos F-117 Nighthawks há muito aposentados do serviço ativo estão agora desfrutando de sua segunda vida secreta como plataformas de desenvolvimento e “agressores aéreos vermelhas”.

Os pilotos do Centro de Testes da Força Aérea que voam os jatos pertencentes ao Comando de Materiais da Força Aérea do sombrio Aeroporto Tonopah Test Range (TTR) têm expandido continuamente suas operações nos últimos meses com o furtivo operando em outras instalações, como em AFB Nellis, a casa dos então agressores da USAF.

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Notavelmente, desta vez, a aeronave sobrevoou o deserto de Nevada em plena luz do dia.

Além disso, as antenas de comunicação foram estendidas na aeronave, facilitando a detecção em determinados ângulos. Ao mesmo tempo, não foram observados mais elementos adicionais que violem o notório sigilo da aeronave.

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A esse respeito, na mídia estrangeira, foi sugerido que o Nighthawk imitava um caça de 5ª geração, no qual as tecnologias stealth também são amplamente utilizadas.

Por exemplo, segundo os próprios EUA, pode ser uma prática de combate ao J-20 chinês, uma espécie de homólogo em forma de agressor extra-oficial da Força Aérea Americana para treinar seus pilotos em possível combate futuro do tipo, permite assim desenvolver táticas para lidar com eles.

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Não está claro por quanto tempo o Pentágono usará o “velho” F-117A Nighthawk nos exercícios. Afinal, o esquadrão Aggressor da Força Aérea dos Estados Unidos, que agora está usando essas máquinas em manobras de treinamento, pode em breve receber várias dezenas das primeiras variantes de caças F-35, cuja modernização para os padrões atuais é considerada não lucrativa.

Os relatos sobre este papel único aos F-117 são formidáveis e plausíveis, incluindo sua primeira aparição conhecida nos gigantescos exercícios de guerra aérea Red Flag em agosto passado.

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As novas aparições mostram um Nighthawk diferente em ação, rugindo baixo sobre o deserto de Nevada durante sua surtida no principal evento da USAF, como se não quisesse realmente se esconder, diferente de momentos passados.

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Outra notável questão que sonda a reativação do F-117 está no desenvolvimento do novo bombardeiro furtivo e ultrassecreto Northrop-Grumman B-21 Raider, participando de exercícios de treinamento.

O F-117 é um lendário caça-bombardeiro furtivo que saiu do túmulo para amedrontar seu principal inimigo, o furtivo J-20 chinês, no papel de agressor direto e homólogo às características do avião inimigo.

Com informações complementares de US Air Force, The Drive, TopWar Ru, Wane, Lockheed Martin, Popular Mechanics, via Redação Área Militar



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