Exército Brasileiro pede que militares parem de usar o WhatsApp

Em todo o mundo o receio da espionagem chinesa, de grupos terroristas, criminosos em geral e até mesmo de grandes corporações tem obrigado pessoas e empresas a mudanças drásticas em seus hábitos online. No caso das instituições militares o receio de segurança é maior ainda.

O comando do Exército Brasileiro irá recomendar a todos os militares que parem de usar o aplicativo de mensagens Whatsapp nos próximos dias.

De acordo com a informação do colunista da Época, Guilherme Amado, a recomendação será de migrar para o aplicativo Signal, que de acordo com o exército, possui menos vulnerabilidades que o Whatsapp, que não deve mais ser usado principalmente em conversas entre oficiais de maior patente.

O Signal é um mensageiro privado famoso por ter sido usado pelo ex-analista da CIA, Edward Snowden. Sua criptografia é considerada uma das mais complexas do mundo e não existem anúncios dentro da plataforma.

De acordo com informaçoes obtidas pelos consultores do Orbis Defense, diversos casos envolvendo vazamento de informações se deram devido às inúmeras vulnerabilidades dos aplicativos de mensagens que trabalham associados com redes sociais.

Vulnerabilidades

Com as novas mudanças nas regras de privacidade e compartilhamento do WhatsApp, muito se tem falado sobre uma possível brecha de segurança na atualização. Informações de contas comerciais, como nome, telefone, operadora, IP (que permite identificar a localização), fotos e status poderiam ser compartilhados.

O mesmo não se aplica para contas não corporativas. É importante ressaltar também que todas as mensagens do aplicativo são criptografadas de ponta a ponta. Ou seja, a princípio a  empresa não pode acessar o conteúdo das conversas diretamente, mas isso é contestado por diversos especialistas e milhares de casos de violações já aconteceram mundo afora por hackers considerados medíocres.

No início deste ano, o presidente do WhatsApp que responde diretamente ao Facebook, Will Cathcart, falou à Folha de São Paulo sobre a má recepção do público com as mudanças e criticou os principais rivais, Telegram e Signal. Segundo ele, o Telegram não tem criptografia de ponta a ponta e mantêm uma cópia das mensagens. O Signal, por outro lado, é mais instável e não conta com recursos de chamadas de vídeo.





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