França envia Unidades Antiterror e Forças Especiais contra manifestantes em Guadeloupe e Martinica

Imagem via redes sociais.

O governo francês não deu maiores informações até o momento, mas imagens feitas nos aeroportos exibindo o embarque de militares em vôos fretados, e, informações de fontes ligadas aos sindicatos de polícias confirmam que tropas de reforço da Polícia Nacional e Gendarmerie (Polícia Militar) estão sendo enviadas para o território ultramarino de Guadeloupe e da Martinica, ambas no Caribe.

A ilha caribenha está desde o dia 18 de novembro, a ver suas estradas, bem como o acesso aos hospitais bloqueados por manifestantes. Até o momento pelo menos 12 policiais foram feridos nos confrontos, assim como dezenas de civis. Foi decretado toque de recolher e proibição de venda de gasolina em galão devido aos confrontos, incêndios e depredações que aconteceram.

O mais impressionante é que o RAID e GIGN (unidades especializadas anti-terrorismo) estão também enviando policiais e até mesmo veículos blindados antidistúrbio para ajudar as Polícias locais no combate aos manifestantes, pois está acontecendo resistência armada por parte dos manifestantes e confrontos diversos com uso de armas de fogo já foram registrados por populares e forças de ordem. Também de acordo com fontes dos Sidicatos de Polícias, alguns grupamentos de militares de forças especiais das Forças Armadas também estão entre os reforços enviados, pois terão a missão de encontrar e capturar os “lideres” das revoltas, que serão enquadrados como terroristas.

Diversos segmentos políticos e militares conderam o envio de forças que poderão sob ordens absurdas do governo francês cometer excessos contra a população civil, o que já está sendo considerado uma “expedição punitiva” para dar exemplo aos terrotórios ultramarinos em um problema social que poderia ser resolvido de inumeras outras formas mais flexíveis, enquanto na França metropolitana os verdadeiros terroristas e criminosos agem impunemente todos os dias.

As tensões persistem em Guadalupe no quarto dia de mobilização e protestos violêntos para protestar contra o passe sanitário (passaporte vacinal) e a obrigação de vacinação dos trabalhadores de áreas diversas e outros profissionais de saúde, assim como a imposição de um novo confinamento iminente. Protestos pacíficos acontecem a pelo menos 20 semanas consecutivas, seguindo a mesma frequência dos protestos e manifestações que acontecem na Europa.

Nas barreiras, que são levantadas ou reforçadas conforme a localidade, vozes se levantam para contestar a forma de mobilização lançada por um coletivo de organizações sindicais e cidadãs. “Não consegui chegar ao meu local de trabalho”, disse a Dra. Tania Foucan, médica do CHU de Guadalupe. “Não sei quem vai gerenciar minhas consultas esta manhã” , escreveu ela nas redes sociais.

Abaixo alguns vídeos publicados me redes sociais e aplicativos de mensagem:

 

“Situação complicada nos hospitais”

Pouco antes das 6h, horário local (11h, horário de Paris), a estrada em frente ao CHU (centro hospitalar universitário) de Guadalupe foi bloqueada em ambas as direções por pneus erguidos como uma barreira sustentada por “cerca de trinta manifestantes, a maioria deles encapuzados” , observou um cinegrafista da Agence France-Presse.

A barreira foi desmontada várias vezes pela polícia e remontada pelos manifestantes antes de ser incendiada sobre um dos dois eixos. O incêndio foi então extinto, a estrada foi limpa e o tráfego reiniciado. No entanto, na linha de piquete CHU, os únicos veículos autorizados pelos manifestantes a entrar são as ambulâncias.

“A situação é complicada no CHU de Guadeloupe. Bloqueios, suspensões, licenças médicas, mas também bloqueios e manifestações em frente ao hospital, etc., atrapalham o bom andamento do atendimento (…) a quimioterapia, por exemplo, não poderia ser administrada hoje. Os médicos não podem ingressar em seus cargos ”, explica Cédric Zolezzi, vice-diretor geral do CHU de Guadalupe. “Há filtragem na entrada, principalmente para os estagiários, alguns deles impedidos de passar. Um deles foi até agredido por um encapuzado ” , garante Zolezzi, que declara que “ não há diálogo possível ” .

De outro lado, muitos profissionas de saúde denunciam que apenas enfermeiros e auxiliares estão trabalhando nos hospitais sobrecarregados em funções, enquanto médicos trabalham no esquema “home office” à meses.

A principal alegação do protesto contra os profissionais de saúde em Guadeloupe, como também na França metropolitana, são as denúncias de outros profissionais de saúde sobre a colaboração em fraudes sobre diagnósticos de Covid, pois, dependendo do profissional envolvido, existe uma “gratificação” de risco que varia entre $350,00 Euros para auxiliares e enfermeiros e até $3.000,00 para médicos, o que estaria ajudando a inflacionar os números de diagnósticos e atestações de mortes por Covid e consequentemente dando justificativa para o governo impor mais restrições, a obrigação de vacinação e até mesmo mais um confinamento da população.

Abaixo, vídeos das grandes mídias sobre os acontecimentos:

  • Com informações Le Monde, Reuters, France Inter, Gallia Daily, Voice of Europe e redes sociais, via redação Orbis Defense Europe/Genebra.





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