França terá fichagem de segurança de pessoas por convicção filosófica, política, religiosa, saúde e até atividades sindicais

O governo francês do partido LREM do presidente Macron agora dá mais um passo para a “soft ditadura”, usando mais ferramentas jurídicas manipuladas para formalizar leis draconianas que servem mais à manutenção de poder do que à segurança do povo e do estado.

Foi aprovado e agora será comocada em prática uma lei controversa, que permitirá às forças de ordem e outros organismos governamentais o procedimento de fichagem de pessoas que não cometaram crimes, mas que podem ser consideradas “suspeitas por antecipação” devido à suas opiniões e declarações políticas, religiosas, pessoais e etc…

Em resumo; quem não se autocensura ou não participa das opiniões e discursos oficiais consideradas como “politicamente corretos” do que é inicialmente considerado os “valores da república” poderá ser fichado e até mesmo vigiado, com todas as informações arquivadas usadas como prova contra o inddivíduo em caso de investigações e ações judiciais diversas.

Desde a ascenção do partido socialista do ex-presidente François Hollande em 2012, uma ordem presidencial ratificada pelo congresso deu a ordem de mudança do foco das investigações do terrorismo islâmico para os movimentos considerados de “extrema direita” e nacionalistas identitários, que nada mais são que a oposição à extrema esquerda pró-islâmica na França e Europa.

O grande receio político é que essa nova lei vai apenas dar continuidade com mais força à repressão aos oponentes políticos da esquerda e globalistas franceses, deixando os movimentos políticos e o terrorismo islâmico agir livremente.

A mais alta corte administrativa rejeitou pedidos de sindicatos denunciando a “periculosidade” de arquivos que mencionavam opiniões políticas, filiação sindical e dados de saúde.

O Conselho de Estado confirmou na segunda-feira: forças policiais na França poderão arquivar opiniões políticas, filiações sindicais e dados de saúde de qualquer pessoa, em nome da segurança do Estado.

O mais alto tribunal administrativo deu parecer favorável a três decretos que ampliam as possibilidades de registro , autorizando policiais a mencionarem “opiniões políticas”, “convicções filosóficas e religiosas” e “filiação sindical” de seus alvos, enquanto os textos anteriores se limitavam a listar “atividades”.

Identificadores, fotos e comentários postados em redes sociais também serão listados lá, assim como transtornos psicológicos e psiquiátricos “revelando uma periculosidade particular”. Além das pessoas singulares (personalidades artìsticas e web influencers por exemplo), também são visadas “pessoas jurídicas”, como associações.

O Conselho de Estado foi interposto em processo sumário (procedimento de emergência) por várias centrais sindicais, incluindo CGT, FO ou FSU, mas também pelo Syndicat de la magistrature e pelo Syndicat des Avocats de France (SM e SAF, classificados esquerda), que denunciou o “espectro do Big brother em 2021”. Mas considerou que os três decretos não infringiam desproporcionalmente a liberdade de opinião, consciência e religião ou a liberdade de associação.

Três arquivos em questão, Pasp, Gipasp e EASP

Em detalhe, os decretos dizem respeito a três autos: o Pasp (prevenção de ataques à segurança pública) da polícia; o Gipasp (gestão da informação e prevenção de ataques à segurança pública) e o EASP (inquéritos administrativos relacionados com a segurança pública) utilizados antes do recrutamento de funcionários para cargos sensíveis.

No início de novembro, 60.686 pessoas estavam cadastradas no Pasp, 67.000 no Gipasp e 221.711 no EASP, segundo o Ministério do Interior. Antes limitados a hooligans e manifestantes violentos, esses arquivos agora também listarão os dados de pessoas suspeitas de atividades terroristas ou susceptíveis de “comprometer a integridade do território ou das instituições da República”, um conceito “vago” segundo seu críticos.

Diante da comoção na esquerda e entre os defensores das liberdades, o Ministro do Interior refutou repetidamente qualquer desejo de “criar uma situação de crime de opinião” ou vigilância em massa (apesar que isso na prática já existe na França e em outros países europeus).

O ataque aos decretos perante o Conselho de Estado teve como pano de fundo repetidas acusações de deriva autoritária do governo, em particular com as restrições impostas no contexto do estado de emergência sanitária e a proposta de Lei de Segurança Global, onde todas essas leis impoem absurdas afrontas à liberdade individual e opinião política oposta aos padrões do governo e dos partidos políticos da situação.

Na prática a vida política do cidadão comum se vê em um perigoso jogo existencial e o terrorismo islâmico se sente relativamente à vontade para agir.

Abaixo, as capturas de tela da página do LégiFrance, equivalente ao Diário Oficial da União brasileiro:

https://www.legifrance.gouv.fr/jorf/id/JORFTEXT000042607323

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Captura de tela traduzida para o português com ferramenta do Google.

 

O chefe da inteligência francesa admite que não entende nada sobre a ameaça do terrorismo islâmico

Recém empossado à frente da inteligência francesa após sua passagem pelo Ministério do Interior, Laurent Nuñez, a quem os franceses já devem os fiascos de segurança de 2015 e 2016, se traiu em uma frase, que revelou que não não entendeu absolutamente nada sobre a natureza do perigo islâmico.

Apesar de todas as informações ao seu dispor, no entanto , o burocrata ousou afirmar ao microfone do “Grand rendez-vous” Europe1 / CNews / Les Échos que a “blasfémia, a vontade de vingar o profeta” constituía um “ponto comum” entre os três últimos ataques islâmicos.

No entanto, se isso poderia valer para o ataque contra Charlie Hebdo e contra Samuel Paty , o ataque contra os cristãos perpetrado na Basílica de Notre-Dame-de-Nice, contradiz precisamente a declaração do Coordenador Nacional da Inteligência, porque as vítimas de forma alguma blasfemava ou insultava Maomé.

Esses cristãos foram atacados por pertencerem ao Ocidente, em um conflito civilizacional que lhe foi entregue pelo Islã desde o seu nascimento. Como o advogado do Charlie Hebdo e a adolescente Mila explicaram brilhantemente , a blasfêmia é apenas um pretexto para justificar os ataques dos islâmicos àqueles que eles designam como seus inimigos.

O verdadeiro ponto comum entre estes três últimos ataques é aquele formado pela civilização ocidental, laica e cristã, habitada pela liberdade que constitui o antídoto para o caráter totalitário do Islã. Não entendendo isso, Nuñez, portanto, não consegue entender o perigo do Islã e, conseqüentemente, menos ainda proteger os franceses dele.

  • Link para a página do governo francês com a ìntegra da lei, Décret n° 2020-1511 du 2 décembre 2020/JORF n°0293 du 4 décembre 2020/Texte n° 17:

https://www.legifrance.gouv.fr/jorf/id/JORFTEXT000042607323

  • Com informações FL24Net, AFP, Le Monde, TV Libertés, Voice of Europe, Europe1, CNews, Les Échos via redação Orbis Defense Europe.


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