Inédito! Brasil Participará Do Exercício Sea Breeze Da OTAN

Com início em 1997, o Exercício Sea Breeze reúne a maioria das nações do Mar Negro e aliados e parceiros da OTAN para treinar e operar com membros da OTAN na busca de desenvolver capacidades aprimoradas.

O mega exercício multinacional oferece a oportunidade para o pessoal das nações participantes se engajarem em treinamento marítimo realista para adquirir experiência e trabalho em equipe e fortalecer a interoperabilidade enquanto a OTAN e o líder máximo, Estados Unidos da América, caminham em direção a objetivos mútuos.

As nações do Mar Negro, em conjunto com os Aliados e parceiros da OTAN, melhoram sua capacidade de conduzir toda a gama de operações navais e terrestres participando dos exercícios marítimos, terrestres e aéreos anuais, e é co-organizado pelos Estados Unidos e Ucrânia para aumentar a interoperabilidade e a capacidade entre as forças participantes na região do Mar Negro.

Forças da Europa, África e EUA por meio de sua 6ª Frota da Marinha Americana com seu Comando sediado em Nápoles, na Itália, conduz todo o espectro de operações conjuntas e navais, muitas vezes em conjunto com parceiros conjuntos, aliados e interagências, a fim de promover os interesses nacionais dos EUA e a segurança e estabilidade na Europa e na África.

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A Ucrânia, a anfitrião do exercício no Mar Negro, junto com os americanos, contará com a participação e o apoio de 31 países no total:

Albânia, Austrália, Bulgária, Canadá, Dinamarca, Egito, Estônia, França, Geórgia, Grécia, Israel, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Moldávia, Marrocos, Noruega, Paquistão, Polônia, Romênia, Senegal, Espanha, Coreia do Sul, Suécia, Tunísia, Turquia, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Brasil, a primeira vez que nossa belíssima nação contará com seus mais experientes e habilidosos militares da terra verde e amarela prestigiada pela fundada independência armada de Dom Pedro I às margens do Rio Ipiranga, formalizando laços de interoperabilidade das ações de comandos e estratégias bélicas no atual cenário internacional.

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A iteração deste ano envolve o maior número de nações participantes na história do exercício, incluindo esses 32 países advindos de seis continentes, que disponibilizará 5.000 soldados, 32 navios, 40 aeronaves e 18 FOPESPS e equipes de mergulho.

O exercício será realizado de 28 de junho a 10 de julho na região do Mar Negro e se concentrará em várias áreas de guerra, incluindo guerra anfíbia, guerra de manobra terrestre, operações de mergulho, operações de interdição marítima, defesa aérea, integração de operações especiais, guerra anti-submarina, e operações de busca e salvamento.

Segundo a Encarregada de Negócios da Embaixada Americana na Ucrânia, Kristina Kvien, “os Estados Unidos têm orgulho da parceria com a Ucrânia para co-hospedar o exercício marítimo multinacional Sea Breeze 2021, que ajudará a melhorar a interoperabilidade e as capacidades entre as nações participantes […] estamos comprometidos para manter a segurança do Mar Negro”.

Uma declaração em maio dos planejadores do evento em Odessa observou que o “objetivo do exercício é elevar o nível de compatibilidade das forças armadas da Ucrânia com as dos aliados da OTAN”.

Embora faça parte do programa de interoperabilidade de parceiros de oportunidades aprimoradas da OTAN, a Ucrânia não é um membro formal do bloco militar sob domínio dos americanos e britânicos.

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Diante destes avanços perigosos perante a soberania da Rússia, um dos sete países que fazem fronteira com o Mar Negro, o Ministério da Defesa russo anunciou que acompanhará de perto os procedimentos.

Segundo os russos, “a Rússia acompanhará de perto os preparativos e o curso do exercício ucraniano-americano Sea Breeze 2021 com o envolvimento de países da OTAN” e, “se necessário, reagir apropriadamente ao desenvolvimento da situação no interesse de garantir a segurança militar da Rússia”.

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O gigantesco exercício com a inédita participação dos militares brasileiros ocorre em meio às acusações incessantes dos países ocidentais dos supostos esforços da Rússia para aumentar seu potencial militar nas fronteiras do sudeste da nação, sendo que ocorre exatamente o contrário, a OTAN cada vez mais se aproximando das vertentes fronteiriças russas, o que, segundo alguns analistas, inflama as relações diplomáticas e estratégicas entre Brasil e Rússia, que observa os brasileiros operando ações estratégicas em pleno quintal.

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Comandos EB

Entretanto, são exercícios sem fins estratégicos contra a Rússia, mas no aprimoramento de ações em diversos domínios bélicos que os brasileiros terão a oportunidade de se alinhar em possíveis guerra anfíbia, guerra de manobra terrestre, operações de mergulho, operações de interdição marítima, defesa aérea, integração de operações especiais e guerra anti-submarina, visando sempre o interesse nacional.



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