Protestos anti-vacina e restrições sociais tranformaram o 14 de julho em dia de fúria na França

Imagem de captura de tela RMC.

O 14 de julho desse ano na França foi marcado como um dos mais violêntos desde o início da crise dos “Gillet Jaunes” (Coletes Amarelos), o famoso movimento social que protesta contra as ingerências desastrosas do governo Macron em todos os aspectos e níveis da sociedade francesa.

Por toda a França aconteceram manifestações e protestos, e agora fora as causas sociais já conhecidas soma-se os protestos contra as novas restrições anti pandemia do covid e também contra a vacinação quase obrigatória que o governo quer impor à população.

Em base, a população e muitos especialistas de gerenciamento de crises afirmam que o número de pessoas internadas e também de diagnosticadas é extremamente baixo para justificar novas medidas restritivas. Enquanto toda a Europa se abre para o mundo e elimina restrições, apenas França e Portugal estão tratando novas medidas restritivas.

Apesar do ceticismo do governo e grandes mídias que não acredita que a população poderá reavivar o movimento dos coletes amarelos, os movimentos sociais prometem mobilização total e novas manifestações para o sábado dia 17.

Mesmo com a aparente tranquilidade do governo, já existem informações de grandes mobilizações de contingentes das forças de ordem e cancelamentos de eventos no sábado dia 17.

Apesar de toda a minimização governamental e das grandes mídias sobre o descontentamento do povo francês, as redes sociais estão repletas de imagens de protestos e manifestações de todo o tipo, desde as mais pacíficas até as mais violêntas, com invasões de prédios públicos, principalmente prefeituras de cidades menores do interior da França.

Desde o dia do anúncio do presidente Macron com as novas medidas de restrições e de vacinação quase obrigatória, diversos parlamentares europeus advertem para uma possível escalada de revoltas e mais impopularidade do governo Macron.

As polêmicas medidas do governo frente à uma alegada “4a onda” de covid

Controle do isolamento de casos positivos pela polícia, multa de 45.000 euros e um ano de prisão para estabelecimentos que não controlem o passe sanitário (passaporte vacinal): o menu de novas restrições é analisado pelo Conselho de Estado e poderá entrar em vigor no mês de agosto.

O anteprojeto de lei que incorpora as novas disposições sanitárias anunciadas pelo executivo estende a internação em solitária a qualquer pessoa positiva para o coronavírus, segundo texto obtido pela AFP em 14 de julho.

O texto, atualmente submetido ao Conselho de Estado, introduz assim, caso o teste de Covid seja positivo, a colocação e manutenção em isolamento por 10 dias no local declarado para o exame.

Esta disposição era até então reservada às pessoas que entravam no território. O respeito a esta colocação em regime de isolamento pode ser controlado pela polícia e pela gendarmaria, estando o procedimento colocado sob o controle do juiz das liberdades e detenção.

O projeto prevê a manutenção de autorização de saída entre as 10h00 e as 12h00, bem como possíveis adaptações relativas à “continuação da vida familiar”, “condição especial de menor” ou mesmo no caso de pessoas cuja segurança seja ameaçada por um tempo em seu isolamento social.

Multa de 45.000 euros prevista para estabelecimentos que não controlem o passe saúde

Além disso, o operador de umestabelecimento que não cumpra as futuras obrigações de controle do passe sanitário será punido com multa até 45.000 euros e um ano de prisão, de acordo com o anteprojecto.

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O texto também cria um novo motivo para demissão. “O facto de, para o operador de um local ou estabelecimento, o responsável de um evento ou operador de serviço de transporte, não controlar a detenção por parte das pessoas que pretendam aceder sem o passe de saúde é punido com um ano de reclusão e multa de 45.000 euros ”, refere o artigo 1º.

O Chefe do Estado anunciou a 12 de julho que a apresentação do passe de saúde condicionaria o acesso a teatros e cinemas a partir de 21 de julho, e a cafés, restaurantes, centros comerciais ou mesmo a ônibus intermunicipais e aviões a partir de 1 de agosto, embora algumas medidas de “flexibilidade” serão aplicadas para adolescentes.

Todos os clientes e utentes a partir dos 12 anos dos locais e meios de transporte em causa devem ter o seu passe, bem como os seus empregados (empregados de restaurante, controladores de transportes, etc.), mas não a polícia ou gendarmes.

Está decidida a permanência até 30 de agosto para crianças de 12 a 17 anos e funcionários. O projeto prevê ainda que os empregados sujeitos à vacinação obrigatória (pessoal de enfermagem, contato com populações vulneráveis, bombeiros) não poderão mais exercer sua atividade em caso de infração no dia 15 de setembro, podendo ser dispensados ​​se a situação persistir por nos próximos dois meses.

O texto do projeto de lei deve ser aprovado na segunda-feira, 19 de julho, no Conselho de Ministros, e depois examinado pelo Parlamento durante a semana.

  • Com informações AFP, France Inter, France 24, Voice of Europe, BFM TV, LCI, CNews France, RMC France e STF Analysis & Itelligence via redação Orbis Defense Europe.





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